
Faz um hoje ano que me mudei de malas e bagagens para Trás-os-Montes.
Não me lembrei de fazer balanços, mas agora que penso nisso achei que devia deixar uma nota, só para mais tarde recordar.
O trabalho corre bem. Já recebi alguns elogios e ajudei o jornal a ganhar um prémio de imprensa regional. Sem dúvida que ganhei, e continuo a ganhar, experiência.
O meu estágio demorou um ano a chegar mas finalmente chegou e já recebo um ordenado decente, o que também ajuda a ter motivação para aturar o mau feitio da minha patroa e as horas extra de trabalho.
Morar sozinha já foi pior.
É bom termos o nosso espaço, as nossas coisas, o nosso silêncio, mas admito que depois de dividir a casa uns meses com alguém é dificil habituarmo-nos a chegar a casa e não ter ninguém a quem dizer boa noite ou a quem contar como correu o dia.
Claro que ao fim-de-semana tenho a desforra e falo pelos cotovelos.
Freixo continua a ser o meu local de eleição para passar o tempo que tenho livre e continua a ser a melhor recompensa de estar a 500 km da família e de alguns amigos.
As idas a Lisboa são cada vez mais curtas e com menos tempo para estar as pessoas que me fazem falta aqui.. Com o tempo parece que me afasto cada vez mais de todos, que era o que eu temia que acontecesse.
Pergunto-me se daqui a um ano ainda se vão lembrar que têm uma amiga em Mirandela. E daqui a dois, a três... Qual será o tempo necessário para se esquecer um amigo?
O tempo não anda, corre..
Do que tenho mais saudades?
Do mar, da areia, da minha mãe, do Rui, do Ricardo, do Francisco, dos sundaes do macdonalds, da sangria da dona lina, da comida chinesa, de concertos, do chiado, do bairro alto, de ir ao cinema, da viagem de comboio à beira-mar, das gaivotas...
Mas pesando tudo...
Home is where our heart is. Mine still in here.
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1 comentários:
Olá.
Tenho um novo blog (embora o principal se mantenha também), passa por lá quando quiseres. :)
http://aboutnothingness.blogspot.com
Beijos
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