domingo, 8 de Novembro de 2009

As raparigas são complicadas II

As raparigas são complicadas, são sim senhor. Se a memória não me falha já comecei um outro post há tempos assim.
Mas é um facto.
Queremos coisas que ninguém nos pode dar, nunca estamos contentes com o que temos, acabamos com vontade de nos vestir de cor-de-rosa mas acabamos por nos vestir de azul, queremos um coca-cola, que afinal se transforma num Ice-Tea e que acaba por ser "uma água com gás se faz favor".
Complicamos nisso tudo... Mas há uma coisa em que não complicamos... Em que somos directas e objectivas, em que sabemos o que queremos e como o queremos. O Amor.
Queremos um amor seguro, feliz e tranquilo.
Queremos um pequeno-almoço na cama, uma rosa quando não fazemos anos, um presente quando não é natal, um beijo de bom dia, um beijo de boa noite, uma festa no rosto, um carinho na mão...
E quando nada disso é possível fisicamente, queremos pelo menos saber que a outra pessoa também gostaria que o fosse.
Ontem disseram-me que nunca me tinham visto no auge da minha felicidade. Perguntei-me se isso existiria. Cheguei à conclusão de que existe, em cada vez que me abraças, em cada vez que me dás um beijo que continua a queimar a garganta e a alma como se fosse o primeiro, em cada vez que olho para o retrovisor e vens a correr ao meu vidro para me dar só mais um beijo antes de eu ir embora, em cada vez que te lembras de mim sem eu me fazer notar... Se aquela pessoa nunca me viu no auge da felicidade como ela lhe chamou, foi porque nunca me viu contigo.
E entristece-me chegar a essa conclusão.
Entristece-me saber que só tu consegues provocar em mim esse estado de felicidade.
Entristece-me saber que a minha felicidade está nas mãos de alguém que, provavelmente, nem sequer sabe que a tem nas mãos...

Provavelmente já não te darás ao trabalho de ler o meu blog, hoje em dia há tanta coisa para ver e para nos distrair na Internet...
Mas no caso de algum dia vires a ler isto e caso seja já tarde demais para cuidares da minha felicidade, lembra-te que quando queremos alguma coisa, agarramo-la e não a deixamos fugir. Queremos que seja nossa para sempre. Queremos que nos queira.
Se nesse mesmo dia em que leres isto eu estiver ao teu lado, é porque ainda me conseguiste agarrar a tempo.

"Mas eu não posso adiar o amor para outro século, não posso adiar o coração".

4 comentários:

Gravepisser disse...

Se algum dia eu lesse uma coisas destas, escrita por qualquer uma das minhas antigas namoradas, decerto ficaria envolto num misto de sentimentos que, em última análise, me fariam dar cabeçadas na parede. Por isso, faço uma pequena ideia do que irá sentir a pessoa em questão, se algum dia passar por aqui.
É de facto incrível, o poder que o amor pode ter sobre as nossas vidas. Mas há que ter cuidado. A linha que o separa da obsessão é por vezes demasiado ténue, tanto que nos deixamos enredar por ela, e os resultados, a médio prazo, podem ser devastadores.
Estou certo que existe por aí algures, alguém merecedor do nosso amor. O mais difícil, por vezes, é encontrá-lo, ou deixar-mo-nos encontrar, como queiras.
Seja como for, desejo-te a maior das sortes, em todos os aspectos da tua vida.
Um beijo.

Joana disse...

Pois ele já passou por aqui e tanto quanto sei nao bateu com a cabeça na parede, nem pareceu muito afectado com o que quer que eu tenha dito no texto lol. Mas como é o mestre na arte da indiferença ja estava ah espera. tks :)

Gravepisser disse...

Nesse caso, não adies o coração para outro século.
Não sei se algum dia te disse isto, porque o digo tantas vezes que acabo por esquecer, mas... Homem nenhum no mundo merece sequer uma lágrima, de mulher alguma, independentemente de tudo o resto.
E ao adiar-mo-nos, por causa de X ou Y, estamos apenas a dar vantagem aos sentimentos negativos que acabarão por apoderar-se de nós, e que mais cedo ou mais tarde, acabam por comandar as nossas vidas, se nada em contrário fizermos para o impedir.
Não deixes que isso te aconteça, ou correrás o risco de ficar... Como eu. That's all I can tell you.

Um beijo.

Joana disse...

Hmm não, sempre fui contra sentimentos negativos. Claro que há dias que custam mais a passar e em que a saudade é maior, mas nesses uso o blog para "desabafar" e parecendo que nao, alivia e muito. Nada que o tempo nao cure, ja passei a fase da adolescente deprimida que acha que o mundo nao faz sentido só porque nao esta com quem ama. Tenho dezenas de outros amigos que aos poucos vao preenchendo os espaços deixados pela ausencia dele.. Não o substituem nem agora nem nunca, mas ajudam a esquecer, ou pelo menos a não pensar tanto. E isto com o tempo volta ao sitio :)