domingo, 22 de Novembro de 2009

Só custa a primeira vez.
Pelo menos, espero que seja assim..

quinta-feira, 19 de Novembro de 2009

A umas horas de ir para Lisboa, cheia de saudades de toda a gente e sem tempo nenhum para dar beijinhos a todos..
Nos últimos dias tenho-me vindo a aperceber que se calhar fui eu que me afastei das pessoas, de umas mais conscientemente do que de outras, mas o facto é que fui eu.
O tempo é sempre curto e sempre o aproveitei para estar com as pessoas com quem eu escolhia estar. Não foram elas que não escolheram estar comigo porque, na maioria das vezes, eu não lhes dei sequer hipótese de escolherem.
Se calhar está na altura de mudar isso.
Se calhar está na altura de mudar algumas escolhas.
Tenho medo que já seja tarde, mas também sei que aqueles que forem verdadeiramente meus amigos me vão deixar voltar.

Quero acreditar que há males que vêm por bem, por pior que nos façam sentir.

quarta-feira, 18 de Novembro de 2009

Vês aquela menina que vem a descer a rua com um sorriso na cara?
Aquela ali que tem os olhos transformados em diamantes de tanto que brilham..
Já a tinhas visto?
Possivelmente sim mas nunca tinhas reparado nela.
Nunca reparaste no olhar meigo que te deita, nunca reparaste no sorriso doce que só usa contigo, nunca reparaste na felicidade que lhe salta do olhar só de saber que te vai ver.
Ela contou-me que está cheia de orgulho em ti sabes? Não, não deves saber. Também me contou do quanto tu não ligas a isso.
Contou-me ainda da mágoa que não lhe sai do peito.. do que sente quando se apercebe de que tudo o que é especial para ti não lhe pertence a ela.
Foram horas de conversa. No final dei-lhe um conselho... Ser feliz.

Não te vai dar o mesmo olhar, o mesmo sorriso.
Tiveste todo o tempo do mundo para os quereres para ti.
Agora, desapareceram tal como ela.

Escrevi este texto na véspera de uma viagem que nunca cheguei a fazer. Reli-o hoje, a este e a muitos outros. Parece que afinal já tenho para onde ir em Abril, e desta vez a viagem vai mesmo acontecer.

terça-feira, 17 de Novembro de 2009

by RJC.

I'm Shutting you out.

segunda-feira, 16 de Novembro de 2009

Passou uma semana, já vai sendo tempo de eu parar de pensar que vou receber uma mensagem tua cada vez que o telemóvel toca...
Let go stupid girl.

sábado, 14 de Novembro de 2009

Delete

Os telemóveis são uma coisa engraçada.
Hoje guardamos uma mensagem que para nós foi especial, amanhã guardamos outra, depois outra, e outra... Quando damos conta temos um verdadeiro arquivo de memórias. há palavras que depois de relidas fazem com que outras palavras ainda façam menos sentido.
lembro-me de cada contexto de cada mensagem, do sítio onde estava quando as recebi, lembro-me do sorriso parvo de adolescente apaixonada que ficava estampado na minha cara quando as lia.
Mas começo a entender que as palavras só fazem sentido naquele momento, que nem sempre as palavras são verdadeiras e que às vezes também é preciso apagar momentos.
Tal como a memória de um telemóvel também o coração têm um limite de capacidade. Está na altura de fazer delete, reset e deixar que outras recordações e outros momentos ocupem um lugar que terá de ir ficando cada vez mais vazio.
Porque é que tem de ser assim? Simplesmente porque sim.

E eu que sempre detestei os porque sins.
Delete.

sexta-feira, 13 de Novembro de 2009

A melhor parte de passarmos por um mau bocado é, de repente, percebermos que estamos mesmo rodeados de pessoas que gostam de nós, que se preocupam connosco, que nos dizem bom dia mesmo a 5oo km de distância só porque sabem que vamos sorrir ao abrir o email e que nos mandam uma caixa de snickers pelo correio!!! (não existes mesmo!!! :) )

Se calhar, há mesmo males que vêm por bem e está na altura de eu tentar dar mais de mim a todos aqueles de quem me esqueci durante este tempo todo...

domingo, 8 de Novembro de 2009

As raparigas são complicadas II

As raparigas são complicadas, são sim senhor. Se a memória não me falha já comecei um outro post há tempos assim.
Mas é um facto.
Queremos coisas que ninguém nos pode dar, nunca estamos contentes com o que temos, acabamos com vontade de nos vestir de cor-de-rosa mas acabamos por nos vestir de azul, queremos um coca-cola, que afinal se transforma num Ice-Tea e que acaba por ser "uma água com gás se faz favor".
Complicamos nisso tudo... Mas há uma coisa em que não complicamos... Em que somos directas e objectivas, em que sabemos o que queremos e como o queremos. O Amor.
Queremos um amor seguro, feliz e tranquilo.
Queremos um pequeno-almoço na cama, uma rosa quando não fazemos anos, um presente quando não é natal, um beijo de bom dia, um beijo de boa noite, uma festa no rosto, um carinho na mão...
E quando nada disso é possível fisicamente, queremos pelo menos saber que a outra pessoa também gostaria que o fosse.
Ontem disseram-me que nunca me tinham visto no auge da minha felicidade. Perguntei-me se isso existiria. Cheguei à conclusão de que existe, em cada vez que me abraças, em cada vez que me dás um beijo que continua a queimar a garganta e a alma como se fosse o primeiro, em cada vez que olho para o retrovisor e vens a correr ao meu vidro para me dar só mais um beijo antes de eu ir embora, em cada vez que te lembras de mim sem eu me fazer notar... Se aquela pessoa nunca me viu no auge da felicidade como ela lhe chamou, foi porque nunca me viu contigo.
E entristece-me chegar a essa conclusão.
Entristece-me saber que só tu consegues provocar em mim esse estado de felicidade.
Entristece-me saber que a minha felicidade está nas mãos de alguém que, provavelmente, nem sequer sabe que a tem nas mãos...

Provavelmente já não te darás ao trabalho de ler o meu blog, hoje em dia há tanta coisa para ver e para nos distrair na Internet...
Mas no caso de algum dia vires a ler isto e caso seja já tarde demais para cuidares da minha felicidade, lembra-te que quando queremos alguma coisa, agarramo-la e não a deixamos fugir. Queremos que seja nossa para sempre. Queremos que nos queira.
Se nesse mesmo dia em que leres isto eu estiver ao teu lado, é porque ainda me conseguiste agarrar a tempo.

"Mas eu não posso adiar o amor para outro século, não posso adiar o coração".

segunda-feira, 2 de Novembro de 2009

"O próximo que vier para aqui nem sequer vou falar para ele. A gente apega-se a vocês e depois vão-se todos embora". Um comentário pequenino mas que me fez sentir que valeu a pena um ano e meio a trabalhar aqui.. Ganhei uma espécie de mãe adoptiva, que se preocupou comigo durante estes meses todos e que me ouviu sempre, fosse qual fosse o assunto..
Hoje resolveu elogiar-me no programa da manhã e fez-me morrer de vergonha quando fui entregar os jornais e toda a gente me perguntou se era eu a Joana Oliveira, mas ainda assim gosto muito dela.
Se se pudessem escolher os patrões...

terça-feira, 27 de Outubro de 2009

lembro-me de quando me diziam que fugir das coisas não adiantava nada, que elas não iam desaparecer só por eu me afastar. Mas teimosa como sou achei que sim e levei a minha avante.
Vim para longe, quase 500 quilómetros pareceram-me suficientes na altura.
Fugi.
Não serviu de nada, obviamente.
Agora que estou longe há um ano e meio a única coisa que tenho a mais são as saudades.. de casa, dos amigos, da família, do cheiro do Largo de Camões no Inverno com as castanhas assadas (aqui não há castanhas assadas a vender na rua), das tardes no Chiado, da esplanada à beira da praia, dos gelados e dos crepes do Chipepa, de ti.
O trabalho aqui começa a entrar na rotina. As mesmas Feiras, os mesmos "acontecimentos" que acabam por não resultar em coisa nenhuma.. Continuo a gostar das paisagens e das pessoas, é certo, mas há alturas em que já nem uma ida ao Penedo Durão no final do dia me anima.
Será que está na altura de voltar?
Será que está na altura de ir para outro sítio?
Quando penso que já decidi ir embora lembro-me depois de todas as amizades que fiz aqui ou que já existiam mas consolidei, de como será passar mais de duas semanas sem ver a minha maria.. lembro-me das saudades que tinha daqui quando estava em Lisboa e da felicidade que sentia cada vez que a familia decidia vir à terra.
A culpa é da minha mãe que não tinha nada que me fazer ter duas terras.
Home is where your heart is, so they say. Mas e se temos o coração em mais do que um lugar?

Acho que a velha máxima do "só estou bem onde não estou" se aplica a mim na perfeição.